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Não fales...

Não fales. Deixe-me sentir teu cheiro agora. E quando a chuva passar, poderei sentí-lo melhor ainda. Mas por favor, não fales. Quando falas, atrapalhas o barulho do vento, e ele é tão lindo!

Não fales, pois não precisamos disso. Nossos olhos se comunicam, se encontram no espaço dessa sala imensa, cheia de detalhes, de lembanças.

Mas se quiseres sorrir, faça-o. Mais lindo que teu olhar só mesmo teu sorriso. É para mim um sol neste dia de chuva, uma alegria divina, contrastando com esses desejos terrenos.

Não fales; sorria, então, e encha-me de alegria. Sorria, igual aos momentos de devaneios dos filmes de comédia. Aquele sorriso largo, desconsertado, descontrolado. Tens problemas? Esqueça-os, ao menos por hoje, para que possas sorrir como sorriem as crianças que vivem apenas para si próprias.

Olhe o mundo lá fora: não há nada além da chuva, hoje. Não te peço mais nada, apenas um sorriso. não te peço que me ames, que fales palavras doces. Desejo apenas teu silêncio e teu sorriso, para que este dia de chuva se transforme na mais linda manhã de sol da minha vida.

Cinco de Outrubro de Dois Mil e Sete, UNEB, Barreiras


Autor(a): Janara Laíza de Almeida Soares
Temas: Vida, Sociedade, Amor
Tipo: Poesia
Avaliação:
 

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