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A vida como parece

Pesadelos não flutuam sobre o céu brilhante.
Sonhos, não são cadentes, estrelas saltitantes.
E se a cada segundo esperarmos passar,
Uma gota da essência de nossas vidas, morrerá.

Pesadelos flutuam em nossas mentes.
Cansadas até com o medo de temer.
Nossos corpos são castelos, de ouro, fortes.
Mas nada seriam se nossas almas padecessem.

Que ser humano não erra ou não destroi?
Se cada passo que tentamos, erramos.
E se cada passo que não damos, fraquejamos.
Nossos erros estão transpassados em um espelho embaçado.
E se não podemos vê-los, como não cometê-los?

Estranho é o ser humano que para para contemplar,
Seja as nuvens a circular,
O mar a nadar,
Ou o verde das folhas, expetacular.

Ser humano estranho,
Que para o tempo para adimirar
A beleza que um em dez, procurará.
A vida como parece, sem ser, nos enlouquece.

(Mayara Braga, janeiro de 2008).


Autor(a): Mayara de Oliveira Braga
Temas: Vida, Crítica
Tipo: Poesia
Avaliação:
 

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