InfoEscola - trabalhos e pesquisas escolares Últimos Artigos
Bem vindo visitante!
Cadastrar-se | Login

Amor

No início era o chão embaixo do teu corpo que jazia inerte
Cansado depois de um espasmo de prazer, de um amor secular.
E os teus olhos fechados me lembravam uma pequena morte
Um sopro de não-vida após um vulcão de emoções.

No início eu te via simples, tão nu quanto os meus pensamentos,
E o meu seio arfando ainda do esforço doce de amar-te
Subia e descia num ritmo acelerado, lembrando nosso ato anterior
Enquanto minhas mãos ensaiavam um carinho que não se conteve.

No início eu não falava, com medo de despertar um sono tão profundo,
Tão pudico e ao mesmo tempo tão néscio, tão cheio de pecados,
E minhas mãos se prenderam, não conseguiram mais passear
Por teu corpo musculoso e quente, tão quente quanto meu desejo.

Foi assim que o amei; pouco tempo? Um minuto, dois, talvez...
Mas eu o amei. Começou como no fim... Displicente e indeciso, inteiro e cartesiano,
Recatado e voraz, volátil e concreto. Impossível de dissimular e mostrar.
Amei depois de ter tido dentro de mim seu eu mais insano. Amei.


Autor(a): Janara Laíza de Almeida Soares
Temas: Sexo, Amor
Tipo: Poesia
Avaliação:
 

Comentários

@ 13/12/2007 11:05:25
oii
adorei teu texto
parabens!!!!
=]
Gustavo Calado @ 22/01/2008 02:02:49
Adorei teu texto tbm..parabéns,, queria que lesse os meus,, espero seus recados..bjão

Deixe o seu comentário!

É necessário ser registrado e estar logado para comentar.