Eu como uma águia
Sinto eu como uma águia velha
Cansada, bico e garras desafinados
Encima do monte estou
Sozinha, onde só Deus pode me alcançar
Com o que restou de garras e bico;
Arranco cada pena do meu corpo
Dor inesgotável.
A cada pena arrancada algo perdido
A cada pena arrancada uma lágrima no olhar.
Por fim todas as penas arrancadas
Frio, sem como proteger-me
Com o bico vorazmente arranco minhas garras
Então mais sofrimento e dor ainda
Um ser tão forte tendo que ferir a si mesmo.
Bato meu bico nas rochas do monte
Até que então já não tenho mais bico, nem alimento
Indefesa, sem bico, sem garras
Sem penas, sem abrigo
Então o animal mais forte dos ares sem refúgio
Vulnerável a qualquer ataque inimigo
Fica quieto em seu monte
Passa dias, semanas
Garras, bico, penas, crescem de novo
Forte novamente volta a reinar nos ares
Cansada, bico e garras desafinados
Encima do monte estou
Sozinha, onde só Deus pode me alcançar
Com o que restou de garras e bico;
Arranco cada pena do meu corpo
Dor inesgotável.
A cada pena arrancada algo perdido
A cada pena arrancada uma lágrima no olhar.
Por fim todas as penas arrancadas
Frio, sem como proteger-me
Com o bico vorazmente arranco minhas garras
Então mais sofrimento e dor ainda
Um ser tão forte tendo que ferir a si mesmo.
Bato meu bico nas rochas do monte
Até que então já não tenho mais bico, nem alimento
Indefesa, sem bico, sem garras
Sem penas, sem abrigo
Então o animal mais forte dos ares sem refúgio
Vulnerável a qualquer ataque inimigo
Fica quieto em seu monte
Passa dias, semanas
Garras, bico, penas, crescem de novo
Forte novamente volta a reinar nos ares
| Autor(a): Mirella Fernanda Temas: Moral, Sociedade, Vida Tipo: Poesia | |
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