Na Bahia em que vivo...
Na Bahia em que vivo,
O êxtase dos trios elétricos não revela a amargura do sertão.
O carnaval enlouquece, abala, ensurdece,
Ninguém houve os gritos, ninguém vê a amargura nas mãos.
Na Bahia em que vivo,
Muitos sobrevivem, que Deus nos dê boa sorte.
Velhas oram ao Senhor do Bomfim e a Virgem Maria,
Vozes sedentas, assombram a morte.
Na Bahia em que vivo,
Viadutos também são casas entre tantos edifícios.
As lágrimas nunca vistas caem em silêncio,
Na terra quente, onde pastam bois raquíticos.
A Bahia em que vivo poucos a conhece,
Apenas mulatas, praias e gozo.
Na mídia, uma sobrenatural alegria,
Nas vidas, miséria e mofo.
Por Nido Ramos.
O êxtase dos trios elétricos não revela a amargura do sertão.
O carnaval enlouquece, abala, ensurdece,
Ninguém houve os gritos, ninguém vê a amargura nas mãos.
Na Bahia em que vivo,
Muitos sobrevivem, que Deus nos dê boa sorte.
Velhas oram ao Senhor do Bomfim e a Virgem Maria,
Vozes sedentas, assombram a morte.
Na Bahia em que vivo,
Viadutos também são casas entre tantos edifícios.
As lágrimas nunca vistas caem em silêncio,
Na terra quente, onde pastam bois raquíticos.
A Bahia em que vivo poucos a conhece,
Apenas mulatas, praias e gozo.
Na mídia, uma sobrenatural alegria,
Nas vidas, miséria e mofo.
Por Nido Ramos.
| Autor(a): Nido. Temas: Humanidade, Sociedade, Vida Tipo: Poesia | |
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