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Ao meio dia

Na solidão do meio dia a vejo.
Por um tempo efêmero.
Tenho éticas a comentar, mas nada a dizer.
Pensamentos giram a minha volta.

...Pobre de mim.

E eu sou sofredor.
Não há muitos indivíduos que sentem a minha dor.
Essa dor arcaica, fria e proeminente.
Não predisposto há um haver furtivamente.

Mas cheguei a divagar-me a uma exorbitante distancia.
Não sendo perseguido por mim mesmo. O filho da circunstancia.
Embravecido com os devaneios em que vivo.
Nesse raio de mundo atônito, inerente e introspectivo.

Não é nada o de que vivo é o que não vivi.
Na praça não estada é de lá que vim,
Preso em meus sonhos impossíveis estava.
Enquanto o que havia dentro de mim acordava.

O que decorre em completa solidão,
Aquele que é pobre e possui aspiração.
Meus profundos sonhos não irão apear.
Diferentemente disso tenho o habito de assear.

Inebriantemente sou um caso a parte.
As cousas ocorrem e continuo a minha arte.

Espero pela brisa fulgaz do oriente.
Com seu cheiro, leve, suave. Primorosamente

Você é grande demais para minha realidade.
É o exorbitante motivo da causalidade...



Alan James

















Autor(a): JHEM
Temas: Homem, Mulher, Tempo
Tipo: Poesia
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