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A ante crônica do expressionismo

A ante crônica do expressionismo

Sei que vira um outro dia.
Mas assim na noite fria... Estará cheia de tristeza
Mas ele será a mesma coisa. Há um pouco de destreza

Estarei desperto antes de o sol acordar.
Sou mais ou menos o pó da terra que irei ter ao andar
Do nada mais querer... Existindo em incontinência do viver.

Na avenida longa analógica do surrealismo.
Existindo eu num modo sem enlevo, do empirismo.
Convivi com tolos a minha vida inteira. Consenti assim com grande numero de suas besteira.

Há pacata vida repleta de devaneios.
Sei que alguns de meus pensamentos são pelo menos seus meios.
Abonados, Variantes, viajantes.

E eu era um sonhador, e através deles garanti muita dor.
A dor de não ter, não poder, e também não possuir.
Aquela que à tarde no por do sol faz o sucumbir.

O sono exemplifica meu interesse pelo inconsciente,
Quando nos ares da metafísica não acontece um acidente.
Frágeis alicerces sustentam a realidade,
Enquanto pensamentos ambicionados não aceitam a verdade.


Vivi eu na paralela imaginaria extraída dos sonhos, da ‘insanidade”.
O querer o irreal é maior que a vaidade.
O manifesto ante arte Continua,
Enquanto deparado com a realidade nua e crua.
A existência contra o “verídico” è veemência...
Enquanto os indivíduos honram a mim com sua demência.

A realidade consiste em fatos, distintos, feitos antes de nossa chagada,
Mas a uma porta para esta ser mudada...
Somente por mim ainda não foi achada.

E eu continuo a ab-rogar meus, atônitos devaneios. Sonhadores,
Que servem certamente para profligar-me dos corredores.













Autor(a): JHEM
Temas: Felicidade, Tempo, Vida
Tipo: Poesia
Avaliação:
 

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