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Moça

Entre tantos desertos ando
No ardor de seu calor
Da terra ardente,
Em preâmbulos vou condescendente

Sem sombra abrigo e água fresca
Observo como a vida desolada é uma folha seca.
Nesse ermo lugar somente há areia se volvendo por todos os lados.
Ossos secos dos que perdidos vagaram.

Pobre de mim se eu pudesse ver-la
Se eu pudesse sentir.
A água dos seus lábios.
O suor da sua pele, resfriando-se do calor.
Sentir sua cálida companhia.

Se eu pudesse ver seu olhar de soslaio para mim.
Sentir seu resfolegante alento quente na minha face.
Seus olhos puxados, a encara-me.
Com um olhar lidimo pudico, saliente.
Com essa escultura que se chama mulher, e essa qualidade de exotismo.
Amabilíssima, estupenda primorosa, sensual.
Queria eu beijar a tua boca, oscular seus lábios.
Acariciar seu corpo, a fóvea de sua intimidade.

Levar-te em ablução, roçar a te com minhas mãos.
Sorver teus seios tenros, visgos.
Haurir te causando hirto.
Ver a lufada do deserto ouriçar teu venusto corpo nu.
E fazer a ti feliz amor

Mas pena... Que apeou-me o absorto. Da letargia do amor,
Que acorda a mim desse belo sonho.
Mas está no meu intrínseco à reminiscência do nosso amar.
Que nunca existiu.


Autor(a): JHEM
Temas: Amor, Mulher, Sexo
Tipo: Poesia
Avaliação:
 

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