Peregrinos do vazio
Os seres humanos, como formigas mecânicas, movimentam-se freneticamente e, no entanto, não saem do lugar. Viajam, correm, fotografam cartões postais, andam de mãos dadas e gravam seus nomes em árvores distantes, sem perceber que tudo isso não passa de uma ação plagiada pelo vazio em suas próprias existências. Fizeram-nos acreditar que nossos passos alcançaram a lua, mas a lua não nos alcançou.
Hoje pela manhã, uma repetida manhã de domingo na Praça da Matriz, observei por alguns minutos um senhor, que em um dos bancos, ouvia atentamente a melodia dos pardais. Aquele senhor, ao contrário de muitos seres humanos, encontrou o caminho e conseguiu ir a algum lugar.
Nido Ramos.
Hoje pela manhã, uma repetida manhã de domingo na Praça da Matriz, observei por alguns minutos um senhor, que em um dos bancos, ouvia atentamente a melodia dos pardais. Aquele senhor, ao contrário de muitos seres humanos, encontrou o caminho e conseguiu ir a algum lugar.
Nido Ramos.
| Autor(a): Nido. Temas: Humanidade, Tempo, Vida Tipo: Pensamento | |
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