Eterna serenidade
Ele observava o poético movimento na praça e não deixava passar nada, nem mesmo o fraco vento que tentava soprar as folhas secas no chão. Há anos ele fazia o mesmo; admirar a serenidade da vida nas manhãs de domingo.
Diante de seus vividos olhos, jovens casais de namorados caminhavam de mãos dadas, vivendo cada segundo de amor. Não muito longe, sentados em um banco de madeira, uma casal também apaixonado estavam abraçados, mas não eram mais jovens, há anos já haviam completado as bodas de ouro. No parquinho, pais e filhos viviam momentos de felicidade, sorrindo como se não houvessem os minutos.
Ele observava com delicadeza, fazendo com que toda aquela cena se tornasse uma obra de arte em seu coração. Em frente a praça havia uma pequena igreja, sempre que a missa das 7 acabava seu quadro ganhava mais personagens e cores que para ele, refletiam a vida. Bem em breve sentiria muito saudade de tudo aquilo, de todas as manhãs observando a vida naquela pequena praça.
Já havia criado seus filhos, viu seus netos crescerem e seus bisnetos virem ao mundo. Por mais de 30 anos ele visitava a praça nas manhãs de domingo, sentava no mesmo banco e ouvia o mundo sonhar. Poucas pessoas percebiam aquele elegante senhor, que aparentava ter seus 80 anos sentado sozinho em um dos bancos.
Mas naquela manhã ele não foi admirar a pequena praça e sua igreja,nem os jovens casais de namorados e seus olhares de amor. Ele estava ali para dizer adeus, mesmo que em silêncio. Sentou-se no banco de sempre, diante de seus olhos, a mesma obra de arte.
O senhor elegante que sempre admirou a praça sentiu vontade de chorar, mas preferiu trocar as lágrimas por um suave sorriso. Dessa vez ninguém o via, são poucos os seres humanos que conseguem sentir a presença de um espírito, mesmo estando ele sentado no banco de uma praça.
Enquanto seu suave sorriso substitua suas lágrimas, ele sente uma terna presença ao seu lado direito. Em seguida houve uma voz também terna, voz que escutou e teve ao seu lado por muitas décadas.
- É hora de ir, meu velho! Disse a voz.
Ele olha para o lado e dessa vez não consegue conter a emoção, mas o suave sorriso permanece. A voz era de sua eterna companheira de vida, que havia falecido há mais de 10 anos. Os dois espíritos se abraçam e choram, ambos sorriam de felicidade e amor.
- Maria, como senti sua falta por todos esse anos.
- Sempre estive ao seu lado Claúdio, e por muitas vezes estive aqui também, admirando a praça pertinho de você.
Nesse momento outra presença é sentida, um espírito radiante e cheio de paz surge diante deles e diz:
- É hora de irmos, as moradas do Pai esperam por vocês.
Claúdio olha a praça pela última vez, gravando cada movimento em seu espírito. No parquinho, vê os pais brincarem com seus 3 filhos, como sempre cheios de alegria. Um deles, o mais novo, olha para onde os 3 espíritos estavam e de forma simpática acena. Com um simples gesto aquela criança disse adeus, como se soubesse o que estava acontecendo.
Aquela simpática e doce criança foi a última coisa que Claúdio viu antes que uma intensa Luz tomou todo o seu ser. Uma Luz cheia de Amor e repleta da Presença de Deus. Aos poucos, os 3 espíritos penetraram a Eternidade, sentindo continuação da vida.
A criança continuou acenando, até que a última partícula de Luz deixasse de brilhar, recordando de suas origens em seu coração. No mesmo local, flôres brotaram e as borboletas vieram ao seu encontro.
Fim.
Iluminem sempre!
Nido Ramos
Diante de seus vividos olhos, jovens casais de namorados caminhavam de mãos dadas, vivendo cada segundo de amor. Não muito longe, sentados em um banco de madeira, uma casal também apaixonado estavam abraçados, mas não eram mais jovens, há anos já haviam completado as bodas de ouro. No parquinho, pais e filhos viviam momentos de felicidade, sorrindo como se não houvessem os minutos.
Ele observava com delicadeza, fazendo com que toda aquela cena se tornasse uma obra de arte em seu coração. Em frente a praça havia uma pequena igreja, sempre que a missa das 7 acabava seu quadro ganhava mais personagens e cores que para ele, refletiam a vida. Bem em breve sentiria muito saudade de tudo aquilo, de todas as manhãs observando a vida naquela pequena praça.
Já havia criado seus filhos, viu seus netos crescerem e seus bisnetos virem ao mundo. Por mais de 30 anos ele visitava a praça nas manhãs de domingo, sentava no mesmo banco e ouvia o mundo sonhar. Poucas pessoas percebiam aquele elegante senhor, que aparentava ter seus 80 anos sentado sozinho em um dos bancos.
Mas naquela manhã ele não foi admirar a pequena praça e sua igreja,nem os jovens casais de namorados e seus olhares de amor. Ele estava ali para dizer adeus, mesmo que em silêncio. Sentou-se no banco de sempre, diante de seus olhos, a mesma obra de arte.
O senhor elegante que sempre admirou a praça sentiu vontade de chorar, mas preferiu trocar as lágrimas por um suave sorriso. Dessa vez ninguém o via, são poucos os seres humanos que conseguem sentir a presença de um espírito, mesmo estando ele sentado no banco de uma praça.
Enquanto seu suave sorriso substitua suas lágrimas, ele sente uma terna presença ao seu lado direito. Em seguida houve uma voz também terna, voz que escutou e teve ao seu lado por muitas décadas.
- É hora de ir, meu velho! Disse a voz.
Ele olha para o lado e dessa vez não consegue conter a emoção, mas o suave sorriso permanece. A voz era de sua eterna companheira de vida, que havia falecido há mais de 10 anos. Os dois espíritos se abraçam e choram, ambos sorriam de felicidade e amor.
- Maria, como senti sua falta por todos esse anos.
- Sempre estive ao seu lado Claúdio, e por muitas vezes estive aqui também, admirando a praça pertinho de você.
Nesse momento outra presença é sentida, um espírito radiante e cheio de paz surge diante deles e diz:
- É hora de irmos, as moradas do Pai esperam por vocês.
Claúdio olha a praça pela última vez, gravando cada movimento em seu espírito. No parquinho, vê os pais brincarem com seus 3 filhos, como sempre cheios de alegria. Um deles, o mais novo, olha para onde os 3 espíritos estavam e de forma simpática acena. Com um simples gesto aquela criança disse adeus, como se soubesse o que estava acontecendo.
Aquela simpática e doce criança foi a última coisa que Claúdio viu antes que uma intensa Luz tomou todo o seu ser. Uma Luz cheia de Amor e repleta da Presença de Deus. Aos poucos, os 3 espíritos penetraram a Eternidade, sentindo continuação da vida.
A criança continuou acenando, até que a última partícula de Luz deixasse de brilhar, recordando de suas origens em seu coração. No mesmo local, flôres brotaram e as borboletas vieram ao seu encontro.
Fim.
Iluminem sempre!
Nido Ramos
| Autor(a): Nido. Temas: Vida, Amor, Religião Tipo: Estória | |
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