Certas visões
Se sua jovem mente pudesse definir aquela suave sensação, com toda certeza a palavra “plenitude” seria a mais adequada. Lucia, em seus 8 anos, nunca havia estado em tão belo lugar, cercada por árvores, flores, pássaros borboletas. Havia uma sensação de paz que invadia todo o seu ser, fazendo com que desejasse permanecer ali para sempre, mesmo sabendo que aquele não era o seu lugar. Era um belo jardim, tão belo que parecia um sonho encantado.
Lúcia conhecia vários jardins, inclusive o de sua avó Maria, cheio de flores. Mas aquele jardim era o mais belo de todos. Mais belo até mesmo que o jardim de sua avó, que era cultivado com enorme carinho. No jardim de sua avó não tinha arco-íris, naquele tinha.
Seus pequeninos pés descalços pareciam não sentir a grama molhada, ela corria sob o encanto de toda aquela beleza. Ela não notou, mas usava um vestido de princesa, branco e cheio de detalhes lindos. Em meio a toda aquela maravilha, foi impossível notar o que usava.
Mesmo estando em meio a tanta beleza e paz, logo certo desespero tomou conta de seu coração. Onde estavam seus pais? Ela não sabia onde estava e como chegou ali. Sua jovem mente confusa procurava com os olhos alguma explicação, mas apenas via a beleza infinita daquele jardim.
Tentou gritar por seus pais, com toda a força que uma criança de sua idade possui. Mas foi em vão. Não houve respostas. Apenas o eco de sua própria voz que percorreu todo o jardim e voltando a sua origem. Foi nesse momento que a bela Lúcia começou a recordar alguns acontecimentos.
Ela viu seu próprio corpo nos braços de seu pai, que corria desesperado em direção ao carro. Sua mãe chorava também em desespero, havia dor em sua face. Viu também o teto branco de um lugar estranho. Havia pessoas a sua volta, estavam levando ela para algum lugar. Ela conhecia aquele lugar, era um hospital.
O que está acontecendo?
Pai? Mãe?
Por que não me ouvem?
Lúcia sentiu medo e ajoelhou-se na grama molhada, logo lágrimas surgiram em seus olhos. Estava perdida de seus pais, talvez nunca mais os vissem. Apesar de ter apenas 8 anos, ela sabia que algo estranho estava acontecendo, mesmo estando no lugar tão lindo. Estava sozinha, com medo e chorando. Queria seus pais, queria o abraço forte dos dois.
De repente, uma mão toca seus cabelos dourados. Levantando os olhos, vê um homem que sorria para ela. Ele era radiante, tão radiante que várias borboletas voavam a sua volta. Sua mãe sempre pediu cuidado com estranhos, mas aquele estranho não parecia ser tão estranho assim. Ela conhecia aquele sorriso de algum lugar.
O estranho a pegou nos abraços e lhe abraçou, cobrindo todo seu pequeno corpo com toda a Luz que irradiava do seu ser. Lúcia sentiu-se viva, cheia de Luz, a Luz daquele estranho homem.
Ele a coloca novamente no chão, não havia mais lágrimas em seus olhos, apenas um sorriso iluminado em sua face. O estranho toca novamente seus cabelos dourados e diz:
- Precisa voltar para seus pais!
Lúcia abre os olhos lentamente e vê o teto branco surgir aos poucos. Muitas pessoas estavam a sua volta, correndo e gesticulando uns com os outros.
- Conseguimos reanimá-la! Disse um deles eufórico.
Tudo vai ficando escuro, e Lúcia mergulha em um sereno sono. Ela sonha com o estranho homem cheio de Luz e borboletas. Ele ainda sorria para ela. Foi nesse sonho que o homem disse seu nome.
Ao acordar, Lúcia vê seus pais que sorriam para ela. O médico estava ao lado deles, com o mesmo sorriso de felicidade. Ao vê-los, Lúcia diz com toda aquela sinceridade que as crianças cultivam:
- Eu vi Jesus, Ele disse que não era pra mim morrer.
Fim.
Por Nido Ramos.
Lúcia conhecia vários jardins, inclusive o de sua avó Maria, cheio de flores. Mas aquele jardim era o mais belo de todos. Mais belo até mesmo que o jardim de sua avó, que era cultivado com enorme carinho. No jardim de sua avó não tinha arco-íris, naquele tinha.
Seus pequeninos pés descalços pareciam não sentir a grama molhada, ela corria sob o encanto de toda aquela beleza. Ela não notou, mas usava um vestido de princesa, branco e cheio de detalhes lindos. Em meio a toda aquela maravilha, foi impossível notar o que usava.
Mesmo estando em meio a tanta beleza e paz, logo certo desespero tomou conta de seu coração. Onde estavam seus pais? Ela não sabia onde estava e como chegou ali. Sua jovem mente confusa procurava com os olhos alguma explicação, mas apenas via a beleza infinita daquele jardim.
Tentou gritar por seus pais, com toda a força que uma criança de sua idade possui. Mas foi em vão. Não houve respostas. Apenas o eco de sua própria voz que percorreu todo o jardim e voltando a sua origem. Foi nesse momento que a bela Lúcia começou a recordar alguns acontecimentos.
Ela viu seu próprio corpo nos braços de seu pai, que corria desesperado em direção ao carro. Sua mãe chorava também em desespero, havia dor em sua face. Viu também o teto branco de um lugar estranho. Havia pessoas a sua volta, estavam levando ela para algum lugar. Ela conhecia aquele lugar, era um hospital.
O que está acontecendo?
Pai? Mãe?
Por que não me ouvem?
Lúcia sentiu medo e ajoelhou-se na grama molhada, logo lágrimas surgiram em seus olhos. Estava perdida de seus pais, talvez nunca mais os vissem. Apesar de ter apenas 8 anos, ela sabia que algo estranho estava acontecendo, mesmo estando no lugar tão lindo. Estava sozinha, com medo e chorando. Queria seus pais, queria o abraço forte dos dois.
De repente, uma mão toca seus cabelos dourados. Levantando os olhos, vê um homem que sorria para ela. Ele era radiante, tão radiante que várias borboletas voavam a sua volta. Sua mãe sempre pediu cuidado com estranhos, mas aquele estranho não parecia ser tão estranho assim. Ela conhecia aquele sorriso de algum lugar.
O estranho a pegou nos abraços e lhe abraçou, cobrindo todo seu pequeno corpo com toda a Luz que irradiava do seu ser. Lúcia sentiu-se viva, cheia de Luz, a Luz daquele estranho homem.
Ele a coloca novamente no chão, não havia mais lágrimas em seus olhos, apenas um sorriso iluminado em sua face. O estranho toca novamente seus cabelos dourados e diz:
- Precisa voltar para seus pais!
Lúcia abre os olhos lentamente e vê o teto branco surgir aos poucos. Muitas pessoas estavam a sua volta, correndo e gesticulando uns com os outros.
- Conseguimos reanimá-la! Disse um deles eufórico.
Tudo vai ficando escuro, e Lúcia mergulha em um sereno sono. Ela sonha com o estranho homem cheio de Luz e borboletas. Ele ainda sorria para ela. Foi nesse sonho que o homem disse seu nome.
Ao acordar, Lúcia vê seus pais que sorriam para ela. O médico estava ao lado deles, com o mesmo sorriso de felicidade. Ao vê-los, Lúcia diz com toda aquela sinceridade que as crianças cultivam:
- Eu vi Jesus, Ele disse que não era pra mim morrer.
Fim.
Por Nido Ramos.
| Autor(a): Nido. Temas: Amor, Vida, Religião Tipo: Estória | |
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