Milagres em nossas vidas
Quem ver o Epaminondas pela primeira vez fica surpreso com sua alegria. Confesso que apesar de conhecê-lo há mais de 5 anos, também fico encantado com sua forma de viver.
Naninha, como é carinhosamente conhecido por todos, é popular em quase toda Eunápolis. Simpático com todas as pessoas, desde o motorista do ônibus ao engraçadinho que faz piadas sobre seu time, o Vasco da Gama.
A única vez que o vi triste foi há muito tempo, quando sua mãe e única companheira veio a falecer, graças a negligência médica. Desde aquele dia, passou a viver sozinho. Mas a dor daquela perda durou pouco, logo a alegria brilhava em seu rosto.
Naninha não sente solidão. Na verdade, acho que ele desconhece esse sentimento. Mesmo morando sozinho, faz questão de fazer tudo: Prepara suas refeições, varre a casa e por mais perigoso que seja, aventura-se na instalação elétrica.
Seu hobby preferido é viajar, ausentando-se por muitos dias. Arruma suas roupas, coloca seu radinho a pilha numa mochila e pega a estrada.
Conhece várias cidades baianas, visitou São Paulo e a distante Belém do Pará. Todos os anos faz parte de um grupo de romeiros que seguem rumo a Bom Jesus da Lapa, principal local religioso da Bahia.
Aos 47 anos, Naninha parece ser aquele tipo raro de ser humano, sempre disposto e com bom humor para tudo. Não tem mágoas e nem reclama da vida, mesmo quando a grana anda curta.
Mas apesar de todas essas virtudes, há um detalhe que o faz ainda mais especial. Naninha é cego há 25 anos.
Ao longe, ouço o barulho da bengala bater contra o asfalto, sua marca registrada. Todos ficam espantados, pois ele vai a todos os lugares sem o auxílio de um guia. Vez ou outra sofre alguns acidentes, como da vez que desabou dentro de um buraco de 2 metros, irresponsabilidade da prefeitura municipal.
Mas mesmo morando sozinho, passando certas dificuldades, com braços, pernas e até mesma a cabeça machucada, Naninha permanece com aquela alegria em sua vida.
Ele não freqüenta igrejas, pois a única vez que decidiu freqüentar, nenhum dos membros lhe fazia companhia. A igreja fica em um caminho que ele não conhece, precisava ser conduzido por algum irmão, mas esse algum irmão não apareceu.
Perguntado de onde vinha toda aquela alegria e força de viver, com simplicidade e convicção Naninha expressou toda a sinceridade de sua fé:
- Jesus Cristo, meu caro! - respondeu - Ele é os meus olhos, minha força e minha vida.
Esse jovem autor está feliz, pois basta olharmos em volta para percebermos uma bela verdade:
A vida é repleta dos milagres de Deus.
Por Nido Ramos.
Naninha, como é carinhosamente conhecido por todos, é popular em quase toda Eunápolis. Simpático com todas as pessoas, desde o motorista do ônibus ao engraçadinho que faz piadas sobre seu time, o Vasco da Gama.
A única vez que o vi triste foi há muito tempo, quando sua mãe e única companheira veio a falecer, graças a negligência médica. Desde aquele dia, passou a viver sozinho. Mas a dor daquela perda durou pouco, logo a alegria brilhava em seu rosto.
Naninha não sente solidão. Na verdade, acho que ele desconhece esse sentimento. Mesmo morando sozinho, faz questão de fazer tudo: Prepara suas refeições, varre a casa e por mais perigoso que seja, aventura-se na instalação elétrica.
Seu hobby preferido é viajar, ausentando-se por muitos dias. Arruma suas roupas, coloca seu radinho a pilha numa mochila e pega a estrada.
Conhece várias cidades baianas, visitou São Paulo e a distante Belém do Pará. Todos os anos faz parte de um grupo de romeiros que seguem rumo a Bom Jesus da Lapa, principal local religioso da Bahia.
Aos 47 anos, Naninha parece ser aquele tipo raro de ser humano, sempre disposto e com bom humor para tudo. Não tem mágoas e nem reclama da vida, mesmo quando a grana anda curta.
Mas apesar de todas essas virtudes, há um detalhe que o faz ainda mais especial. Naninha é cego há 25 anos.
Ao longe, ouço o barulho da bengala bater contra o asfalto, sua marca registrada. Todos ficam espantados, pois ele vai a todos os lugares sem o auxílio de um guia. Vez ou outra sofre alguns acidentes, como da vez que desabou dentro de um buraco de 2 metros, irresponsabilidade da prefeitura municipal.
Mas mesmo morando sozinho, passando certas dificuldades, com braços, pernas e até mesma a cabeça machucada, Naninha permanece com aquela alegria em sua vida.
Ele não freqüenta igrejas, pois a única vez que decidiu freqüentar, nenhum dos membros lhe fazia companhia. A igreja fica em um caminho que ele não conhece, precisava ser conduzido por algum irmão, mas esse algum irmão não apareceu.
Perguntado de onde vinha toda aquela alegria e força de viver, com simplicidade e convicção Naninha expressou toda a sinceridade de sua fé:
- Jesus Cristo, meu caro! - respondeu - Ele é os meus olhos, minha força e minha vida.
Esse jovem autor está feliz, pois basta olharmos em volta para percebermos uma bela verdade:
A vida é repleta dos milagres de Deus.
Por Nido Ramos.
| Autor(a): Nido. Temas: Amor, Humanidade, Vida Tipo: Estória | |
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