Novo Mundo
Hoje quando acordo a primeira coisa que sinto é este ar poluído entrando por minhas narinas e infectando meus pulmões. Abro as janelas para arejar e logo me deparo com furacões passeando livremente no meu jardim.
"Ah, que belo dia”.
Vou dar um passeio pela cidade e a toda minha volta reina uma só imagem...ruínas, é ruínas daquilo que um dia fora um lindo lugar. Continuo meu passeio, passos calmos e calculados, pois você tem que ser muito hábil para caminhar nessas ruas que parecem tremer eternamente.
"É, um dia como todos os outros. Nada de diferente”.
Nem me atrevo a caminhar pelas areias da praia, pois já estou enjoado daqueles tsunames que, agora, já são normais por aqui. Logo logo, pessoas vão surfar neles.
Mais à frente, vulcões queimam como uma fornalha em fúria. Parece até que algo no mundo os incomoda, os estressa.
"Estranho, para mim parece tão normal”.
Gelo?! Ah, esse tipo de coisa, hoje em dia, só pode ser encontrado em freezers. Aquelas lindas gelereias já não existem mais, derreteram. E com elas, muitos animais parecem ter derretido também.
"Os mais novos me perguntam como eram os ursos polares"
Volto para casa, me deito no jardim e olho para o céu, ou melhor, olho para cima porque o céu parece estar mais longe do que nunca. Algo impede minha visão...
“... Ou será que o céu mudou mesmo de cor?”.
Que dia é hoje?
Isso já não faz mais diferença, niguém se preocupa com isso, afinal, todos os dias são iguais. Não existem mais as estações, as árvores florescem quando conseguem e o tempo esfria quando possível.
Nossa água está acabando e ainda não inventaram nada mais saudável para beber, nosso alimento está escasso e ainda não fizeram para inverter essa situação. Nosso mundo está morrendo e a gente está colaborando com isso.
Mesmo eu querendo mudar toda essa situação, eu não posso, não consigo, não sozinho. Tudo está sendo transformado em nada e parecem gostar do que estão vendo. Eu poderia encontrar um milhão de pessoas com vontade o suficiente para agir contra isso, mas encontraria também outras "poucas" pessoas com poderes o suficiente para impedir-nos.
"Que coisa não. Vou tentar acreditar que quando aqueles que estragaram o mundo se forem, o mundo possa nos perdoar”.
Entro em casa, volto para cama e me deito. E, antes de dormir, rezo. Acho que a única coisa que ainda não conseguiram tirar de nós foi a fé.
A sociedade queria criar um novo mundo, mas o mundo parece estar lutando para criar uma nova sociedade.
“Meu nome é Douglas, tenho 18 anos e estou aqui, nesse NOVO MUNDO, para ver quem vencerá essa gerra eu acho”.
“Um dia sonhei em encontrar uma garota legal, me casar, ter filhos, criar uma família e ser feliz. Hoje eu me pergunto: Filhos? Eu não teria coragem de colocar uma inocente criança nesse mundo, ela não me perdoaria. Não vou ter um filho para o qual a única coisa que poderia dizer-lhe com sinceridade é: me desculpe...”.
"Ah, que belo dia”.
Vou dar um passeio pela cidade e a toda minha volta reina uma só imagem...ruínas, é ruínas daquilo que um dia fora um lindo lugar. Continuo meu passeio, passos calmos e calculados, pois você tem que ser muito hábil para caminhar nessas ruas que parecem tremer eternamente.
"É, um dia como todos os outros. Nada de diferente”.
Nem me atrevo a caminhar pelas areias da praia, pois já estou enjoado daqueles tsunames que, agora, já são normais por aqui. Logo logo, pessoas vão surfar neles.
Mais à frente, vulcões queimam como uma fornalha em fúria. Parece até que algo no mundo os incomoda, os estressa.
"Estranho, para mim parece tão normal”.
Gelo?! Ah, esse tipo de coisa, hoje em dia, só pode ser encontrado em freezers. Aquelas lindas gelereias já não existem mais, derreteram. E com elas, muitos animais parecem ter derretido também.
"Os mais novos me perguntam como eram os ursos polares"
Volto para casa, me deito no jardim e olho para o céu, ou melhor, olho para cima porque o céu parece estar mais longe do que nunca. Algo impede minha visão...
“... Ou será que o céu mudou mesmo de cor?”.
Que dia é hoje?
Isso já não faz mais diferença, niguém se preocupa com isso, afinal, todos os dias são iguais. Não existem mais as estações, as árvores florescem quando conseguem e o tempo esfria quando possível.
Nossa água está acabando e ainda não inventaram nada mais saudável para beber, nosso alimento está escasso e ainda não fizeram para inverter essa situação. Nosso mundo está morrendo e a gente está colaborando com isso.
Mesmo eu querendo mudar toda essa situação, eu não posso, não consigo, não sozinho. Tudo está sendo transformado em nada e parecem gostar do que estão vendo. Eu poderia encontrar um milhão de pessoas com vontade o suficiente para agir contra isso, mas encontraria também outras "poucas" pessoas com poderes o suficiente para impedir-nos.
"Que coisa não. Vou tentar acreditar que quando aqueles que estragaram o mundo se forem, o mundo possa nos perdoar”.
Entro em casa, volto para cama e me deito. E, antes de dormir, rezo. Acho que a única coisa que ainda não conseguiram tirar de nós foi a fé.
A sociedade queria criar um novo mundo, mas o mundo parece estar lutando para criar uma nova sociedade.
“Meu nome é Douglas, tenho 18 anos e estou aqui, nesse NOVO MUNDO, para ver quem vencerá essa gerra eu acho”.
“Um dia sonhei em encontrar uma garota legal, me casar, ter filhos, criar uma família e ser feliz. Hoje eu me pergunto: Filhos? Eu não teria coragem de colocar uma inocente criança nesse mundo, ela não me perdoaria. Não vou ter um filho para o qual a única coisa que poderia dizer-lhe com sinceridade é: me desculpe...”.
| Autor(a): Douglas [Chrno] Temas: Humanidade, Natureza Tipo: Crônica | |
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