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Rompimento Requintado

-Olá, querida! Como tens passado?
-Muito bem. Ainda mais agora que estou junto a ti.
-Essa tua formosura deixa-me fascinado.
-Então, acredito que mereço um agrado nesta Páscoa.
-É claro! E qual ovo de chocolate essa deslumbrante mulher que eu amo deseja?
-O chocolate em excesso causa uma grande quantidade de acne em minha delicada face.
-Se tu não desejas o doce do cacau, que queres ganhar?
-Deixe-me raciocinar um pouco... Um coelho!
-Tudo bem. Vais ganhar um joelho...
-Joelho não! Coelho! Acaso és mouco? Eu disse coelho; aquele mamífero leporídeo.
-Por que não disseste antes? Há uma criação de coelhos na minha fazenda. Levar-te-ei lá para que possas escolher sua mascote.
-Nossa! Nem imaginava que tivesses fazenda. Vou simplesmente adorar conhecê-la e escolher meu próprio coelhinho. Agora, diga-me, só mais uma vez, que me amas.
-Eu mais que amo. Eu te venero, minha estimada namorada. É a garota mais primorosa que conheço.
-Não sou digna de receber tantos elogios.
-Não é mesmo! Acontece que hoje nós comemoramos o dia da mentira; é primeiro de abril, lembra-se? A propósito, está tudo acabado entre nós. Essa sua barbárie sempre me exasperou, sem falar que és mui muito graxa.
-Estavas me burlando o tempo todo?
-Burlando não. Terminando com requinte.
.
.
.
...E tudo não passou de uma mentira!


Autor(a): JP Hergesel
Temas: Juventude
Tipo: Conto
Avaliação:
 

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