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O nascer da noite

Observo agora de soslaio um dos ou o mais venusto
Nascer da noite que já vi.
Ao cair da noite sobre o ouvido mortal ao som dos
Arredores do mundo em inércia,
Olho...
Sinto...
Vejo...
Ao passo que olhar sucintamente não expressa exatamente ver,
E eu vou com os que ficam, observo tudo que gira,
A vertigem da mortalidade,
Antes que a noite caía vejo tudo, lembro-me de tudo.
Entregue ao destino escrito, ai há um paradoxo.
Se há um destino escrito como posso eu fazer a escolha?
Da maneira que já será o que tem de ser.
As Nuvens negras tapam os pequenos raios de céu límpido de luz amarela.
Assim é o destino.
Fazemos à escolha que já foi escrita para ser feita,
De modo que a fazemos somente por já ter sido predestinada para aquele dia, e hora.
Percebo o que os tolos chamam de “vida”
E digo que não há nenhuma vida nela.
Há somente existir,
E existir não é viver,
Erraram ao pensar isso...


Autor(a): JHEM
Temas: Homem, Mulher, Natureza
Tipo: Conto
Avaliação:
 

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